O programa Potencializando Mulheres, do Governo de Roraima, tem o objetivo de promover a autonomia econômica, social, financeira e política de mulheres. E está entre os seis finalistas do Prêmio Excelência em Competitividade 2025, promovido pelo CLP (Centro de Liderança Pública). A organização divulgará o resultado final em 27 de agosto, em Brasília (DF).
Desde 2019, o programa criado pela Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social) já beneficiou mais de 2.200 mulheres com a liberação de mais de R$ 15 milhões em microcréditos com condições facilitadas, reforçando a abertura, formalização e expansão de negócios liderados por mulheres em todo o Estado.
Além do fomento ao empreendedorismo, a iniciativa tem impacto positivo e contribui para o 5º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), que prevê o trabalho para a redução da pobreza e da violência contra mulheres e meninas e a promoção da autonomia econômica e social.
A secretária da Setrabes, Tânia Soares, ressaltou os impactos do projeto no empoderamento feminino e os resultados sociais e econômicos. “O Potencializando Mulheres trabalha os saberes, experiências, vivências e interesses das mulheres. Ele tem efeito imediato no aumento do poder econômico das mulheres, na própria autoestima e no reconhecimento dos direitos delas e faz com que as mulheres realmente se destaquem cada vez mais por diversas ações e atividades”, afirmou.
O PROJETO
A Setrabes idealizou o projeto e a execução é da CEPPM (Coordenação de Políticas para as Mulheres) em parceria com a agência Desenvolve-RR na liberação do microcrédito. A UFRR (Universidade Federal de Roraima), a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e o Sebrae-RR são instituições parceiras.
A atuação do Potencializando Mulheres vai além da concessão de crédito. O programa integra formação técnica, oficinas temáticas e acompanhamento pós-crédito, abrangendo diferentes perfis e territórios – indígenas, migrantes, urbanas, ribeirinhas e egressas do sistema penal. A articulação com redes locais, como associações, escolas e igrejas, fortalece a mobilização territorial e promove arranjos produtivos locais liderados por mulheres.







